O silêncio que precede o esporro*

Uma Macaúba tem sentimentos dúbios (quando não sensações paradoxais). Sobre o material do qual é feita a sua canoa, ela apenas sabe: se não gasta, também não destoa.

Seja qual for a madeira que faz o seu barco: tripulação não é vela e âncora não é proa.

Ressonância não é reticência.

Convenção ou conveniência: cintura na qual apertamos a vida.

Não se vive sem gordura, e não se vive sem proteína. Morre escultura, nasce parafina.

25 anos é coisa nenhuma. Ou 26 anos é coisa demais.


http://www.flickr.com/photos/eduardobelga

*in: O Rappa, 2003


Eu não conhecia a jornalista. Mas conhecia quem a conhecesse:em Claps Town não há quem seja completamente desconhecido. A garota era gerente do cerimonial: mas a vida não cabe no oficial. Não é que “será difícil substituí-la”. Gente não se substitui.


CLAP CLAP, town:

Leila Dias e Aluísio Cavalcante (Casa da Árvore):

http://www.semanaeducacaoearte.com.br/

Evento lindo de se ver. Quando um projeto tem investimento de fora: aí é outra história. O evento contou com várias parcerias, inclusive o apoio cultural do Festival Chico: eu organizei a Mostra Melhores do Chico especialmente pra Semana de Educação e Artes Digitais. E ainda: realizamos o DIÁLOGOS CINECLUBISTAS, para o qual veio o Coordenador de Rede do Cine Mais Cultura, Rodrigo Bouillet.

Wertem Nunes (Mostra em homenagem ao cineasta Leon Hirszman):

http://www.sescto.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=76&Itemid=1

Wertem é companheiro cineclubista e, também, é responsável pelo audiovisual do SESC daqui. Abriu o cinema apenas pra eu e uma amiga vermos a penúltima exibição da Mostra, e ainda estava contente. Só em Palmas se pode ter um cinema privê enquanto se assitie Eles não usam black tie.

Cecília Santos (Jornal O Estado):

http://estadoweb.com.br/jornal/player/index.php?l=01aaeed51949ed5b0059d09fd47c4fbe

Polêmicas à parte: REFLETIR sobre este blog, por meio de algumas perguntinhas, era algo do qual esta Macaúba que vos enrola (mas também vos entretem) estava precisando.


Macaúbas Estrangeiras:

http://www.velhoseusados.com/voto

www.myspace.com/hakkazora

AI QUE VIDA, MACAÚBA!

 

Nosso querido CHICO fez oito anos em 2009 e anda todo cheio de razão. Eu subi no barco, junto com Andrezão (Cinematoca) e Marcelinho. Porque uma Macaúba nunca deixa escapar uma navegação. Nosso convidado ilustre foi Cícero Filho, diretor do filme mais copiado e assistido dos últimos tempos por aqui: Ai que vida! Um filme–sensação porque abusa de todos os clichês que mais adoramos com sensibilidade e originalidade. E por original eu quero dizer inteiriço. Porque a vida doída doida moída louca está por inteiro ali, naquelas cidades de um interior tão meu ou seu, naquela linguagem tão própria quanto a minha ou a sua. Eu queria muito conhecer o responsável por aquele roteiro. E o guerreiro que fez do papel um filme.

Cícero é uma das criaturas mais doces e sossegadas que eu já tive o prazer de conhecer na vida produtiva: um maranhense/piauiense de 25 anos que já rodou 25 longas. Sim, eu fiz as contas: um longa por ano de vida, caso ele tivesse começado a produzir com um ano de idade. Mas não é pra tanto: foi aos doze. Houve um ano em que ele rodou quatro longas. Mas comercialmente mesmo, ele “só” conta três: AI QUE VIDA, ENTRE O AMOR E A RAZÃO, FLOR DE ABRIL. Este último deverá estrear em setembro de 2010. E não se trata de comédia, mas de drama. Que os clichês básicos esse garoto de ouro reserva à ficção. Jamais pra vida real. Veremos FLOR DE ABRIL no Festival Chico 2010.

PRA CHEGAR AO CAROÇO: http://tvmfilmes.zip.net/

E são muitas outras as promessas que se debruçam sobre o nosso CHICO. A FCT, agora na responsa de Sérgio Lorentino, firmou um compromisso público com o Festival. A grande janela dos curtas tocantinenses também está na pauta da ATCV, agora na responsa de Yonara Aniszewski. “Queremos trabalhar para, além de fomentar a produção, também aumentar os mecanismos de difusão dos nossos produtos. Aprimorar as parceiras com as fundações culturais do estado e município, incentivar a criação dos editais para o audiovisual, e buscar maior intercâmbio com outros produtores nacionais, através de seminários e cursos. Precisamos muito incentivar nossos festivais de cinema, o Chico e o Miragem”.

Nesse ano, o DOCTV versão tocantinense deve ser repartido pela FCT, convertendo-se em editais pra curtas com valor individual de R$ 30.000. O Fundo estadual de cultura está anunciado. Mas é através das associações, como a ATCV e o CIM, que a classe tem voz para intervir nesse processo que se inicia. “O ano passado foi atípico. A crise que atingiu o mundo respinga em todos os setores da sociedade. Nós, aqui no Tocantins, ainda vivemos outra crise, a transição política. Tudo isso fragiliza a sociedade como um todo. Pra gente não foi diferente. Mas tivemos alguns suspiros…”

Suspirar é bom, mas navegar é preciso. Já em alto-mar, a nova gestão da ATCV trouxe novidades a bordo. “Conseguimos um espaço no Salão do Livro, e vamos fazer a mostra do cinema tocantinense esse ano. O Salão do Livro* já está em sua sexta edição, e até agora o audiovisual tocantino ainda não havia marcado presença.”. Içamos as velas e que nos aguarde a terra firme.

 *6ª Feira do Livro do Tocantins

A MACAÚBA ESCUTA KID VINIL

O almanaque do rock ambulante e ruivo, Kid Vinil, esteve por aqui: Palmas ao Porkão, o herói da noite palmense. Quando existe vida inteligente na noite da cidade, ela se reune no Tendencies Music Bar. Kid Vinil é o Herói do Brasil, mas André Donzelli é o Herói de Claps Town: uma cidade bombasticamente ameaçada por duplas sertanejas e grupos de pagode dos quais poucos salvam, muito poucos.

O homo rock sapiens esteve em solo tocantinense em outubro, portanto, peço desculpas pelo delay. É como eu digo: o barco ainda vai de remo, mas o importante é navegar. Eu estava em Brasilha quando soube que o cara estaria em Palmas e não tive dúvida: voltei no dia do show, ainda que sacrificando o feriadão. Mas é claro que se todos os sacrifícios na minha vida fossem assim, eu não titubearia: cruz ni mim.

Antes do show do Kid, teve o show do Crazy Legs: rockabilly, hohoho. O Porkão já tinha trazidos todos eles antes, mas o que é bom pede bis. Foi uma noite suada e memorável. Coisas que só o Tendencies faz por você.

Para todas as outras, existem as listas. O Herói do Brasil soltou a sua dos melhores álbuns de 2009, e como tudo é convergência e sinergia, lá estavam os meninos do Móveis Coloniais de Acaju. Porque é o tipo de som onde não existem ruídos: MCA é algo pra se guardar do lado esquerdo do peito. Cidadão Instigado foi outro listado com justiça: as poucas vezes nesse 2009 em que eu corri em volta de praças foi graças ao som desses caras. Porque se correr os urubus pegam e se ficar eles só pensam em te comer. E eu ainda destacaria o Arnaldo Antunes, um dos melhores shows que vi no ano passado, na Brasiléia Desvairada: ie ie ie!

Vá lá que uma reles Macaúba não tem uma coleção de 20.000 discos, mas tem mais de 20.000 sinapses, oras. Eu também sou boy, sobrevivente aos 20 anos pós-Raul, e mando a minha lista de desejos pra 2010. 1,2,3 e já:


EDITAIS, meu senhores, uma esmolinha pelo amor de deus. 12.000 pra fazer um curta, por exemplo, é uma piada: mas pior que um humor negro é humor nenhum;

• APROVAÇÃO DO NOVO ESTATUTO DO CIM: porque é preciso levar a sério oFestival  Chico, um dos maiores patrimônios do cinema tocantinense;

ENCONTRO REDE NORTE DE CINECLUBES: a edificação e integração do movimento cineclubista no Toca e no norte do Brasil;


• A estréia de mais de uma (ou duas) peça (s) de teatro LOCAL (IS) na cidade;

A Festa da Macaúba, quando este querido blog completará um aninho de sobrevida;

• Muita paz, dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender. E macaúbas a valer.


PRA CHEGAR AO CAROÇO: http://www.kidvinil.com.br/


O Chico e a Macaúba

O Chico está chegando! Dias 26, 27 e 28 de novembro, às 20 horas, no Cuíca (UFT).

Na sexta e no sábado de manhã, acontece o I Ciclo de Debates do Cinema Tocantinense de 8:30 às 11:30 horas no auditório B da UFT. No primeiro debate, o documentarista Marcelo Silva e o atual presidente da FCT, Sérgio Lorentino. No segundo debate, a estrela do Festival: Cícero Filho, o diretor de Ai que vida. À tarde, a partir de 16 horas, o cineasta estará na Public pra participar duma coletiva e à noite ele acompanha as exibições. No encerramento, o filme será exibido e as premiações acontecerão logo depois. Eu, Marcelinho e Tatiana Fagundes compomos o Júri Oficial.

Foram mais de 50 incrições de vídeos de todo o país. Muitas horas assistindo filme e correndo atrás de apoio. Uma canseira prazerosa, compartilhada com meu amigo Andrezão (Cinematoca). Essa é a oitava edição do Chico e, por conta disso, é uma referência dentre os festivais do norte. No diagnóstico setorial 2007 (indicadores 2006), o Festival Chico era o único festival do norte que já havia realizado seis edições.

Nesse sentido, agradecemos os seguintes apoios:

Public

Centro de Imagem e Som

Universidade Federal do Tocantins

Fundação Cultural do Tocantins

Redesat

Jovem Palmas

GM Turismo

Mumbuca

Mix Brasil



Isso é só um release. O textinho e videozinho marginais vem depois.

Uma coisa de cada vez porque o santo é de barro.


PRA CHEGAR AO CAROÇO: http://www.festivalchico2009.com.br/


MACAÚBA VINDOURA (sim, mais uma): ENTREVISTA COM CÍCERO FILHO


Notas Macaúbas:

André Araújo é documentarista, editor e produtor.

É também, como eu e Tati Fagundes, um dos coordenadores do CIM.

Dirigiu vários pocket movies e três curtas:

Under the rainbow

Enfim sós

Kitnet, o filme


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