AI QUE VIDA, MACAÚBA!

 

Nosso querido CHICO fez oito anos em 2009 e anda todo cheio de razão. Eu subi no barco, junto com Andrezão (Cinematoca) e Marcelinho. Porque uma Macaúba nunca deixa escapar uma navegação. Nosso convidado ilustre foi Cícero Filho, diretor do filme mais copiado e assistido dos últimos tempos por aqui: Ai que vida! Um filme–sensação porque abusa de todos os clichês que mais adoramos com sensibilidade e originalidade. E por original eu quero dizer inteiriço. Porque a vida doída doida moída louca está por inteiro ali, naquelas cidades de um interior tão meu ou seu, naquela linguagem tão própria quanto a minha ou a sua. Eu queria muito conhecer o responsável por aquele roteiro. E o guerreiro que fez do papel um filme.

Cícero é uma das criaturas mais doces e sossegadas que eu já tive o prazer de conhecer na vida produtiva: um maranhense/piauiense de 25 anos que já rodou 25 longas. Sim, eu fiz as contas: um longa por ano de vida, caso ele tivesse começado a produzir com um ano de idade. Mas não é pra tanto: foi aos doze. Houve um ano em que ele rodou quatro longas. Mas comercialmente mesmo, ele “só” conta três: AI QUE VIDA, ENTRE O AMOR E A RAZÃO, FLOR DE ABRIL. Este último deverá estrear em setembro de 2010. E não se trata de comédia, mas de drama. Que os clichês básicos esse garoto de ouro reserva à ficção. Jamais pra vida real. Veremos FLOR DE ABRIL no Festival Chico 2010.

PRA CHEGAR AO CAROÇO: http://tvmfilmes.zip.net/

E são muitas outras as promessas que se debruçam sobre o nosso CHICO. A FCT, agora na responsa de Sérgio Lorentino, firmou um compromisso público com o Festival. A grande janela dos curtas tocantinenses também está na pauta da ATCV, agora na responsa de Yonara Aniszewski. “Queremos trabalhar para, além de fomentar a produção, também aumentar os mecanismos de difusão dos nossos produtos. Aprimorar as parceiras com as fundações culturais do estado e município, incentivar a criação dos editais para o audiovisual, e buscar maior intercâmbio com outros produtores nacionais, através de seminários e cursos. Precisamos muito incentivar nossos festivais de cinema, o Chico e o Miragem”.

Nesse ano, o DOCTV versão tocantinense deve ser repartido pela FCT, convertendo-se em editais pra curtas com valor individual de R$ 30.000. O Fundo estadual de cultura está anunciado. Mas é através das associações, como a ATCV e o CIM, que a classe tem voz para intervir nesse processo que se inicia. “O ano passado foi atípico. A crise que atingiu o mundo respinga em todos os setores da sociedade. Nós, aqui no Tocantins, ainda vivemos outra crise, a transição política. Tudo isso fragiliza a sociedade como um todo. Pra gente não foi diferente. Mas tivemos alguns suspiros…”

Suspirar é bom, mas navegar é preciso. Já em alto-mar, a nova gestão da ATCV trouxe novidades a bordo. “Conseguimos um espaço no Salão do Livro, e vamos fazer a mostra do cinema tocantinense esse ano. O Salão do Livro* já está em sua sexta edição, e até agora o audiovisual tocantino ainda não havia marcado presença.”. Içamos as velas e que nos aguarde a terra firme.

 *6ª Feira do Livro do Tocantins

O Chico e a Macaúba

O Chico está chegando! Dias 26, 27 e 28 de novembro, às 20 horas, no Cuíca (UFT).

Na sexta e no sábado de manhã, acontece o I Ciclo de Debates do Cinema Tocantinense de 8:30 às 11:30 horas no auditório B da UFT. No primeiro debate, o documentarista Marcelo Silva e o atual presidente da FCT, Sérgio Lorentino. No segundo debate, a estrela do Festival: Cícero Filho, o diretor de Ai que vida. À tarde, a partir de 16 horas, o cineasta estará na Public pra participar duma coletiva e à noite ele acompanha as exibições. No encerramento, o filme será exibido e as premiações acontecerão logo depois. Eu, Marcelinho e Tatiana Fagundes compomos o Júri Oficial.

Foram mais de 50 incrições de vídeos de todo o país. Muitas horas assistindo filme e correndo atrás de apoio. Uma canseira prazerosa, compartilhada com meu amigo Andrezão (Cinematoca). Essa é a oitava edição do Chico e, por conta disso, é uma referência dentre os festivais do norte. No diagnóstico setorial 2007 (indicadores 2006), o Festival Chico era o único festival do norte que já havia realizado seis edições.

Nesse sentido, agradecemos os seguintes apoios:

Public

Centro de Imagem e Som

Universidade Federal do Tocantins

Fundação Cultural do Tocantins

Redesat

Jovem Palmas

GM Turismo

Mumbuca

Mix Brasil



Isso é só um release. O textinho e videozinho marginais vem depois.

Uma coisa de cada vez porque o santo é de barro.


PRA CHEGAR AO CAROÇO: http://www.festivalchico2009.com.br/


MACAÚBA VINDOURA (sim, mais uma): ENTREVISTA COM CÍCERO FILHO


Notas Macaúbas:

André Araújo é documentarista, editor e produtor.

É também, como eu e Tati Fagundes, um dos coordenadores do CIM.

Dirigiu vários pocket movies e três curtas:

Under the rainbow

Enfim sós

Kitnet, o filme


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