VIVA

VIVA

Na minha concepção, quem faz questão de título é grileiro. E conflito de interesse é pra quem vive em cima do muro, não é bem o meu caso. Depois que ouvi, aos 22 anos, de uma colecionadora perversa, que eu não era e nunca seria uma produtora. Justo no momento em que eu sentia estar no auge da realização de ter produzido algo genial, ou, melhor, ter colocado em cartaz, na base do suor.

 

Produzir, a bem da verdade, não é, em si, prazeroso. Conseguir estimular criatividades, pavimentar canais e prolongar boas idéias justificam a empreitada. Nunca a empreiteira.

 

No, no, no. Faço questão não, doutor. De ser secretária, conselheira, capoeirista. Tenho apreço pela coordenação, pois encontrei um misto de produção e articulação. São 3 anos de Ralação cega, prorrogáveis por igual período, preferencialmente menos, inaceitavelmente mais. Cegueira só é boa se for ensaio.

 

A transição de produtora para roteirista, durante essa passagem de saturno, é pelo que meu coração realmente bate, Caso contrário, ele infarta.

 

Mas, em função de um equilíbrio Ying e Yang, faço questão que o lugar que agora se apresenta seja do norte, preferencialmente mulher. Nem precisa ser uma garota.

 

VIVA la resolution!

 

Pior que rasgar a meia-calça é andar sempre de saia-justa.

 

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